Murdered: Soul Suspect - Análise



Murdered: Soul Suspect leva os jogadores para um novo reino de mistério, onde o caso é pessoal e as pistas fora de alcance. Uma nova visão sobre o gênero de ação/aventura, onde o jogo desafia os jogadores a resolver, possivelmente, o caso mais difícil de todos... o seu próprio assassinato.

No jogo estamos na pele de Ronan O'Connor, um detetive com um passado duvidoso, cuja vida é levado a um fim prematuro por um assassino brutal e implacável. Incapaz de seguir em frente e preso no limbo, ele não encontrará paz até que encontre seu assassino.

Para isso vamos utilizar diversas habilidades sobrenaturais recém-adquiridas, Ronan é livre para explorar a cidade de Salem em sua vida após a morte, porém é incapaz de se comunicar com os detetives, podendo apenas ler as mentes dos vivos, e tentar influenciar seus pensamentos e ações.

Como parte de sua investigação, ele também deve interrogar os fantasmas dos cidadãos de Salem para juntar as peças do quebra-cabeça, enquanto luta contra os espíritos demoníacos para salvar a sua alma e descobrir a verdade chocante sobre quem é o responsável pela sua morte.

Após tudo isso você deve imaginar que Murdered: Soul Suspect é sem dúvida um jogo inovador. Eu diria que sim e não. Sim porque oferece uma abordagem diferente e não porque se torna muito repetitivo e óbvio na maioria das vezes. Quando estamos na cena de um crime ou o local de uma investigação, nós simplesmente temos que explorar tudo e encontrar um número determinado de pistas que nos permitirá chegar a uma conclusão.

Praticamente temos que recolher inúmeros objetos e no final decidir quais deles consideramos relevantes. Algumas cenas são mais interessantes de serem investigadas, mas desde o início vamos descobrindo e entendendo o que realmente separa as verdadeiras pistas e os objetos que estão ali apenas para fazer número, tornando a investigação em uma busca simplesmente mecânica sem precisar raciocinar muito para decidir o que deve ser descartado.




Entre outros afazeres, vamos descobrir diversos itens colecionáveis e também interagir com inúmeras pessoas. Porém ler a mente dos vivos não traz muita informação útil e os espíritos que podem ajudar na sua tentativa de deixar o limbo nem sempre oferecem missões interessantes.

Um exemplo disso é um fantasma de uma mulher que vai nos pedir para investigar a vida amorosa de seu ex-marido para confirmar algumas traições. Basta encontrar o cidadão e ler sua mente para obter todas as razões e respostas que levaram ao fato mencionado. Depois volte até a mulher fantasma converse com ela novamente e ela irá desaparecer.


Nossa vida no jogo, ou melhor dizendo, nossa morte, se torna mais difícil pelo fato da ausência de um mapa para nossa locomoção. Temos apenas alguns indicadores de direção que nem sempre são precisos, além de labirintos e ruas estreitas prontos para segurar o jogador por minutos intermináveis ​​até a localização correta. Entre nós... não precisamos penar tanto assim nessa investigação, não é. A variedade de ambientes, no entanto, é muito boa e nos leva a explorar não só as ruas da cidade, mas também uma igreja, uma delegacia de polícia e vários outros pontos de interesse relacionados de alguma forma com a história principal.

As coisas ficam melhores quando no decorrer da aventura somos acompanhados por Joy, uma personagem capaz de interagir com os fantasmas onde ela, de alguma forma, também está presa em um tipo diferente de limbo. A ligação entre os dois se fortalece conforme a aventura progride, levando a uma nova jogabilidade. Afinal de contas, estamos mortos e não podemos morrer no jogo... podemos? Na verdade nossos "combates" geralmente são contra outros fantasmas se tornando no único momento de real dificuldade, onde devemos elimina-los de nosso caminho. Fora isso pouca coisa vai nos colocar em apuros.

Apesar das missões não serem tão interessantes como imaginávamos são elas que irão ditar a longevidade do jogo. Caso queira ficar a par de todos os detalhes o jogo pode ser mais longo, mas caso queira apenas o necessário, vai levar cerca de seis horas para concluir a missão principal. Claro que podemos voltar e recolher todos os itens deixados para trás, mas isso definitivamente será uma missão para os jogadores mais dedicados.

Murdered: Soul Suspect poderia ser um título único se tivesse sido planejado com mais cuidado. É um jogo com uma premissa interessante, mas que peca principalmente nas diversas ações repetitivas que leva o jogador a realizar ações desnecessárias e combates nada desafiadores. É um produto diferente do que estamos habituados e caso você seja um adepto a novas experiências, Murdered: Soul Suspect pode ganhar algumas horas de sua atenção.

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