Yaiba: Ninja Gaiden Z - Análise

Yaiba: Ninja Gaiden Z traz uma proposta diferente dos jogos anteriores da série, não nos colocando na pele de Ryu Hayabusa, mas de um ninja que após ter seu braço amputado durante uma batalha sangrenta é resgatado por uma organização misteriosa, que decide transforma-lo em um cyborg para salvar sua vida. Essa organização, ao que parece, trouxe o ninja de volta à vida por um único motivo. Para que ele acabe com a infestação de mortos-vivos.

Uma ideia confusa no início já que não é explicado muito bem porque temos essa infestação e onde estão os humanos sobreviventes - se há algum - ou se o mundo está completamente tomado por zumbis. Enfim, o começo do jogo nos oferece um tutorial sobre como devemos utilizar as habilidades do ninja nos ensinando a realizar combos e finalizações em cenários geralmente tomados por zumbis.

Em determinados momentos temos muita coisa acontecendo no cenário e isso nos deixa um pouco confuso e é difícil até mesmo localizar nosso personagem em meio ao caos. Existe uma grande variedade de zumbis como zumbis palhaços (os mais desafiantes), zumbis que explodem e podem ser lançados como granadas e zumbis que cospem fogo.

O botão de ombro superior esquerdo ativa a visão VR que nos mostra onde devemos interagir e também onde estão os inimigos. Apesar da segunda opção ser praticamente descartável, pois zumbis brotam do chão como pragas.


Nossa arma principal é uma espada (botão X), podemos também golpear nossos inimigos com nosso braço mecânico (botão Y) e utilizar armas secundárias com o botão B. Vamos adquirindo novas armas mais adiante que podem ser utilizadas temporariamente. Por exemplo, quando lutamos com um robô gigante que lança foguetes podemos pegar o lança foguetes desse robô ao destruí-lo e utiliza-lo como arma secundária pressionando o botão B até que a munição termine.

Outra opção durante o combate é a oportunidade de utilizarmos o botão de fúria, assim que o medalhão, que fica no topo da tela à esquerda estiver completo. Yaiba libera toda a sua ira e acaba com os oponentes sem muitos problemas. Muito útil em chefes de fase. Falando em chefes de fase, alguns deles são divertidos, mas muito fácil de serem derrubados, ou seja, não trazem nenhuma dificuldade.

Yaiba: Ninja Gaiden Z também tem alguns puzzles que são necessários para que possamos progredir. Não são nada inteligentes e podem levar mais tempo para serem executados do que raciocinar o que devemos fazer. Isso porque o sistema de câmera não considera a distância dos alvos exigindo muita paciência para concluir seu objetivo. Alguns deles envolvem jogar zumbis em um caminhão ou uma máquina de rolo compressor para que eles abram caminho. O restante dos quebra-cabeça envolvem sempre arremessar zumbis, seja em canos de água ou redes de eletricidade.



Graficamente o jogo apresenta muitas falhas de textura e em alguns momentos do jogo meu personagem ficou preso em partes do cenário. Não ocorreu um travamento e nem precisei reiniciar para liberar o personagem, mas demorou muito para conseguir se livrar das amarras. O jogo traz um estilo cartunesco e é muito colorido, onde um ponto interessante é que quando estamos morrendo a tela começa a assumir um tom preto e branco dando destaque para a cor vermelha.

Os cenários em si não permitem qualquer tipo de exploração ou coleta de itens. Para progredirmos é exigido o pressionar de botões para que possamos avançar pelo cenário realizando acrobacias aos longo das paredes. Errar significa a morte, sendo assim, se torna uma série constante de tentativa e erro.

Yaiba: Ninja Gaiden Z é uma boa proposta, mas poderia oferecer cenários mais acessíveis e exploráveis, gráficos mais elaborados e um sistema de combate mais equilibrado. Os quebra-cabeças são muito fracos e desnecessários. Apesar desses problemas, o jogo diverte com seu senso de humor e hordas de zumbis para serem dilaceradas. Algo suficiente para passar algumas horas com o jogo, improvisando armas com peças de adversários mortos.
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