DmC Devil May Cry – Análise



Como bem disse o personagem Verbal Kint no filme Os Suspeitos, de Bryan Singer, “o maior truque realizado pelo diabo foi convencer o mundo de que ele não existe” e é esta a case do enredo do DmC Devil May Cry, jogo desenvolvido pela Ninja Theory e que serve como um recomeço para a franquia.

Nele o demônio Mundus controla uma cidade chamada Limbo City e utiliza algumas artimanhas para fazer com que sua população não saiba sua real identidade, sendo considerado apenas um bem sucedido empresário e sem desconfiar que ele possui controle sobre suas vidas e até mesmo da economia local.

Em contrapartida temos Dante, o protagonista que quando não está matando demônios passa o tempo levando mulheres para o seu trailer. Enfim, coisas que qualquer adolescente está acostumado a fazer e desde o primeiro momento ele nos é mostrado como um moleque debochado e sem maiores preocupações, interessado apenas em curtir a vida e não confiar nas pessoas. Eu até arriscaria dizer que se tivesse nascido no final da década de 60, Dante provavelmente teria formado uma banda grunge.



Pois embora não perca esse seu jeito provocador durante a aventura, chama a atenção a maneira como os criadores do jogo conseguiram fazer com que o personagem evoluísse conforme o enredo se desenrola e depois de um certo tempo é inevitável não passarmos a considerá-lo um dos heróis mais legais do mundo dos games, o que certamente é ajudado por seus comentários ácidos e carregados de humor.

O interessante é que quando a Capcom anunciou o jogo, muitos fãs torceram o nariz para a mudança no visual pela qual Dante passaria e há até mesmo um bom motivo para dessa vez ele aparecer de cabelos negros, mostrando que a Ninja Theory acertou ao não se manter completamente fiel ao original.

Outro aspecto que também gerou algumas críticas diz respeito aos gráficos do DmC Devil May Cry, muito mais coloridos que os jogos anteriores e deixando de lado um pouco daquele estilo gótico, mas novamente considero que a escolha foi acertada. Com isso a desenvolvedora conseguiu situar melhor a história nos dias atuais e com sua direção de arte sempre impecável, conseguiu até mesmo ofuscar alguns problemas de texturas em baixas resolução ou quedas de frames aqui ou ali.


DmC Devil May Cry também brilha no seu sistema de luta, mantendo um estilo muito parecido com o dos anteriores e permitindo aos mais habilidosos a execução de combos inacreditáveis. Em suma, podemos dizer que a mecânica do jogo permite que qualquer pessoa seja capaz de fatiar demônios sem muita dificuldade, mas garante que apenas alguns poucos a domine e os rankings online são um ótimo incentivo para tentarmos melhorar sempre. Além disso, o fato de ganharmos novas armas conforme avançamos pelos estágios faz com que sempre queiramos jogar só mais um pouquinho.

Portanto, além de ter conseguido entregar um jogo com alto nível de qualidade, trazendo um enredo consistente e personagens bastante cativantes (ou repugnantes, no caso dos vilões), uma jogabilidade bem estruturada e um visual muito bonito, o pessoal da Ninja Theory merece elogios por ter acertado de novo e principalmente, por ter conseguido dar um toque mais ocidental a uma excelente franquia, estabelecendo a base para que novos capítulos sejam criados. DmC Devil May Cry pode até não agradar aqueles fãs mais ardorosos, mas sem dúvida merece ser jogado.
Fonte:meiobit


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